sexta-feira , 21 setembro 2018

Mobilizações

Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência

Foto: CUT Pernambuco

A próxima segunda-feira, 19, é Dia Nacional de Paralisação. No Recife, um ato político está marcado às 15h, no Parque 13 de Maio, bairro de Santo Amaro. A movimentação está sendo organizada pela Central Única dos Trabalhadores e demais Centrais Sindicais, sindicatos e movimentos sociais. No Congresso Nacional, a Reforma da Previdência do governo ilegítimo de Temer está prevista para ser votada no dia 19, 20 ou 21 de fevereiro na Câmara.

Depois de várias tentativas frustradas, a nova proposta do governo, que prevê aumento da idade mínima de concessão da aposentadoria para 62 anos, no caso das mulheres, e 65 anos para os homens, deve ser votada se a base aliada garantir os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional.

De acordo com a CUT, está havendo aumento da adesão ao movimento grevista contra a reforma da Previdência. Se for aprovada, a reforma acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros que terão dificuldades para cumprir as novas regras impostas pelo governo de Temer.

“Não votaram até agora porque não têm votos. Os deputados estão com medo de aprovar essa proposta nefasta e não serem reeleitos”, disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

Segundo Freitas, a campanha “se votar, não volta”, fez mais efeito do que a montanha de dinheiro que o governo distribuiu e que as campanhas milionárias de Temer nas rádios e TVs. Feita sem recursos, “Se votar, não volta” contou apenas com o trabalho incansável e determinação da militância e dos dirigentes que foram a aeroportos, as bases dos deputados e em todos os espaços públicos onde eles estiveram nos últimos meses.

“Temos que aumentar ainda mais a pressão nos deputados. Quem aprovar o fim da aposentadoria pode vestir o pijama pois pra Brasília não volta. Nunca mais vai ser eleito”, enfatizou.

Propaganda enganosa
“A greve é a única resposta da classe trabalhadora contra a nova ofensiva de propaganda mentirosa do golpista e ilegítimo  Michel  Temer para acabar com o direito de se aposentar com dignidade.  Já está consolidado que não existe rombo ou déficit, através da CPI na Previdência”, explica o presidente da CUT-PE, Carlos Veras. Segundo o dirigente estadual,  o que existem  são dívidas milionárias de empresas que não pagam, muita sonegação, renúncia fiscal e desvio de 30% dos recursos por mês para outras áreas, através da Desvinculação das Receitas da União (DRU).

“Nos últimos 15 anos, o Governo Federal deixou de arrecadar mais de  R$,4, 7 trilhões com desvios, sonegações e dívidas. A reforma da previdência não corta privilégios, mas retira direitos e desmonta a previdência pública para favorecer os planos de previdência dos bancos, que financiaram o golpe e querem aumentar ainda mais os seus lucros e a exploração contra a classe trabalhadora”, pontuou Veras.