quinta-feira , 23 maio 2019

Debates

Em seminário sobre Reforma da Previdência, na Alepe, Gleisi defende seguridade social e afirma que bancada do PT não irá negociar desmontes

Na manhã desta segunda-feira, 29, foi realizada na Assembleia Legislativa de Pernambuco, (Alepe), o seminário “A reforma da Previdência e seus impactos” com Eduardo Moreira, economista da Universidade da Califórnia. O seminário, promovido pelo deputado estadual Doriel Barros, contou com a participação dos deputados estaduais Teresa Leitão, João Paulo ( PC do B), Carol Monteiro (Psol), representando o mandato das Juntas na Alepe, entre outros representantes do estado, além dos deputados federais Carlos Veras e Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Gleise Hoffmann, na sua fala, destacou o compromisso da bancada do Partido dos Trabalhadores no Congresso, que conta com 56 deputados, em não negociar nenhum ponto da reforma, que conforme Gleisi pretende acabar com a seguridade social, penalizando as camadas mais pobres da sociedade.

“Disseram que era só tirar a Dilma que tudo se resolveria, tinha uma tal da fada da confiança que ia tocar no mercado, o mercado iria ficar confiante e as coisas iriam melhorar. Nós estamos patinando desde então. Estamos com um processo de estagnação. E este ano que está entrando não vai crescer nem 1% do PIB, esta é a realidade.  E não tem como crescer como as medidas que estão tomando: Reforma Trabalhista, Emendar Constitucional 95 e Reforma da Previdência, que só faz enxugar renda. Em um momento de crise econômica, onde o setor privado não investe quem tem que entrar investindo é o estado”, afirmou a liderança petista.

Eduardo Moreira, em um dos pontos de suas explanação, afirmou que a Reforma não retira privilégios, deixando os maiores encargos nas costas de mais de 80 por cento de trabalhadores entre eles servidores que recebem até cinco salários mínimos.  Destacou ainda que os mais ricos no mundo, em especial no Brasil, não dão conta de gastar o que ganham e aumentam o capital improdutivo, elevando de forma desproporcional o abismo entre os mais afortunados dos mais pobres.

Foto: Arthur Marrocos