terça-feira , 23 outubro 2018

Manifesto

Evangélicos lançam manifesto em apoio ao projeto “O Brasil Feliz de Novo”

O  manifesto organizado pela coordenação do segmento evangélico de Pernambuco, em apoio ao projeto o Brasil Feliz de Novo, declara reconhecer a relevância do projeto do Partido dos Trabalhadores, representado pelo presidenciável Fernando Haddad, como ” a proposta que não somente se identifica melhor com os ensinamentos de Jesus de Nazaré, como também representa a resposta aos anseios e necessidades do nosso povo, especialmente, no que se refere à luta pela garantia de direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais a todas as pessoas, a começar pelas mais pobres”, diz trecho.

Em outra passagem, ressalta:  “O povo brasileiro terá que decidir entre duas propostas de governo: a instauração de um capitalismo antidemocrático ou a retomada da democracia com e para o povo”.

Reitera ainda que “O ódio, com sua substância desumanizadora, intimida, ensurdece e embrutece a todos quantos o acolhem em seu interior”.

O recém-lançado documento encontra-se aberto à assinaturas. Os interessados podem enviar nome, RG, denominação religiosa, ou seja, igreja da qual faz parte, e se preferir a função que exerce no templo religioso para o  e-mail: comunicacaoptpernambuco@gmail.com

Informações ou dúvidas podem ser esclarecidas pelo coordenação dos evangélicos de Pernambuco ( Sérgio Goiana : 98157-8742).

Evangélicos em apoio ao projeto “O Brasil Feliz de Novo”

O atual cenário político figura entre os mais decisivos da história brasileira. Há algo que ao mesmo tempo subjaz e transcende a presente corrida político-partidária: a disputa em torno da construção do futuro da nação brasileira. O povo brasileiro terá que decidir entre duas propostas de governo: “a instauração de um capitalismo antidemocrático” ou “a retomada da democracia com e para o povo”.

Os defensores da primeira proposta – um capitalismo antidemocrático –, em grande medida, ensaiam o retorno a uma sociedade burguesa e patriarcal, portanto, excludente e austera. Ávidos pelo restabelecimento da senzala, valem-se de artifícios retóricos que suscitam no povo um “ódio inebriante”, favorecendo uma espécie de patologia social, cujos sintomas revelam-se na adesão em massa a propostas políticas que visam legitimar padrões discriminatórios em suas mais variadas formas.

Esse ódio inebriante, diariamente disseminado, desencadeia e nutre um tipo de “êxtase coletivo”, uma dança em louvor à violência física e simbólica, euforia movida a gosto de sangue, com evocação prazerosa da caça às bruxas, do nazismo, com direito à retomada dos antigos regimes ditatoriais.

O ódio, com sua substância desumanizadora, intimida, ensurdece e embrutece a todos quantos o acolhem em seu interior. Não há diálogo. Derrubam-se as pontes. Constroem-se altas muralhas. Sem tanques nem mísseis, explode-se a pólvora do ódio com o fogo da intolerância.

A democracia, tão jovem e frágil, vê-se mais uma vez no limiar do patíbulo, ao redor do qual os carrascos, ávidos por sua execução, põem-se a entoar um sarcástico canto fúnebre. O povo, ao redor, faz coro sob a regência do fundamentalismo, sortilégio dos vorazes predadores da paz.

Aparecem, nesse cenário, cristãos, pastores e igrejas. Infelizmente, não vieram protestar, nem trazer uma mensagem de paz. Semelhantemente a alguns judeus e romanos do séc. I, são afeitos a condenação sem provas e espetáculos de crucificação. Visto que lhes escapa a possibilidade de recrucificar o maior revolucionário da história – Jesus de Nazaré –, procuram outro meio de sorver sangue: apontando para os trabalhadores, o povo pobre e marginalizado, gritam: “Crucifica-o!, Crucifica-o!”.

Querem destroçar os pobres, justamente aqueles a quem pertence o Reino de Deus (Lc 6,20). São-lhes profundamente inaceitáveis as palavras de Jesus: “Bem-aventurados os pobres, porque deles é o Reino de Deus” (Lc 6,20). Seu compromisso é com outro público e outro reino, razão por que apregoam: “Bem-aventurados os ricos, porque deles é o Reino do Capital”. Quanta incongruência!

Nesse cenário, nós, cristãos evangélicos, abaixo assinados, reconhecemos a relevância do projeto “O Brasil Feliz de Novo”, representado pelo presidenciável Fernando Haddad, como a proposta que não somente se identifica melhor com os ensinamentos de Jesus de Nazaré, como também representa a resposta aos anseios e necessidades do nosso povo, especialmente, no que se refere à luta pela “garantia de direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais” a todas as pessoas, a começar pelas mais pobres.

Assinam:

Sérgio Goiana
Danyllo Francisco José de Moura
Wellington Nascimento
Daniel Barbosa
Vilma Pereira Costa de Araújo
Adalgisa de S. Miranda
Rebecka Rabêlo de Medeiros
João Ferreira Santos
Kinno Alves Cerqueira
Maria das Graças Ferreira
Diego Pessoa Gomes