terça-feira , 23 outubro 2018

Por um novo ciclo de mudanças

Por Pedro Henrique

O PT vive o momento mais difícil de sua história. Após mais de uma década de governos democráticos e populares, cresce contra nosso partido, nosso projeto e nossas lideranças uma onda de ódio e truculência poucas vezes vista na política nacional. Nos últimos treze anos construímos com a sociedade brasileira uma das grandes experiências de inclusão social no mundo. Durante os governos Lula e Dilma os mais pobres foram colocados no centro do debate nacional. A classe trabalhadora experimentou uma melhora real em suas condições de vida. Nossos governos, de forma inédita, levaram para a institucionalidade a agenda da juventude, dos negros, das mulheres, das minorias sempre marginalizadas.

Tal processo despertou uma reação violenta da direita brasileira, que após sucessivas derrotas agora se vale do grave momento econômico que vive o país para emergir com a truculência e o viés autoritário que lhe caracterizam, buscando construir uma maioria social capaz de reverter nossas políticas inclusivas e nossa narrativa, apresentando à sociedade brasileira uma agenda conservadora excludente, preconceituosa e anti-democrática.

Está posto o desafio, portanto, de vencermos a disputa politica contra o avanço conservador. Para isso, o PT precisa ser capaz de mobilizar a sociedade em torno da agenda do campo progressista que nos deu a vitória nas últimas eleições. Agenda das mudanças estruturais inclusivas na economia, do combate ao genocídio da juventude pobre e negra, do não encarceramento dos jovens brasileiros, do debate sobre a descriminalização das drogas, do direito reprodutivo das mulheres, do avanço dos direitos da comunidade LGBT, da democratização da mídia, do direito a moradia, da melhora objetiva da qualidade de vida dos trabalhadores nas grandes cidades a partir do investimento público, do acesso a terra no campo.

A juventude é um ator fundamental para a construção e o acumulo de forças que tornem viável o avanço dessa agenda democrática e popular. Mas para alcançar a juventude, além de renovar seu conteúdo programático, o PT precisa atualizar-se, dialogar com o modo novo de se organizar politicamente que está em gestação e que se forma de maneira diversa, plural, avessa a centralismos e à burocracia, questiona o alcance do atual sistema político no qual mergulhamos e sua dinâmica de negociação, busca criar uma nova cultura política. Precisamos fortalecer a aposta num modelo mobilizador que combine povo e instituições, que aposte não só no consenso negociado nos espaços de poder, mas no dinâmico elemento conflitivo da democracia que pulsa nas ruas.

A juventude do PT na conjuntura atual deve ter entre suas prioridades, disputar os rumos do partido e buscar sua atualização; Incidir no debate sobre uma nova política de alianças, fortalecer a política de cotas geracionais, étnicas e de gênero em nossas direções, reaproximar o partido das ruas. Buscar inundar o PT com uma cultura política que pulsa da sociedade e reclama uma nova agenda e uma nova estratégia do Partido.

Acreditamos que para a JPT de Pernambuco é o momento de rearticular as forças que compõem a secretaria em torno de uma estratégia política renovada, que nos aproxime das novas experiências de organização política construídas pela juventude, nos reaproxime da nossa base militante e dos diversos atores políticos do campo popular, que nos permita a condição de disputar os rumos do partido em Pernambuco, desde o sertão à capital, e que aponte para nossa contribuição ao PT-PE, que vem vivenciando um exitoso processo de reunificação, no efetivo enfrentamento, nas ruas do estado, ao projeto conservador que avança no país.

A juventude petista deve tomar em suas mãos o desafio de construirmos um PT do tamanho dos nossos sonhos, para seguirmos mudando o Brasil!